Notícias


Preço dos imóveis cai pelo sétimo mês consecutivo

Publicado em 05 de Outubro de 2017 às 02:14 AM

Preço dos imóveis cai pelo sétimo mês consecutivo, mostra FipeZap

Os imóveis à venda ainda devem se manter com preço estável nos próximos meses. Veja o preço médio do metro quadrado à venda na sua cidade

Por Júlia Lewgoy access_time 4 out 2017, 05h00 (EXAME)

São Paulo &...

Leia Mais[+]

Paredes diferenciadas se destacaram na CASACOR São Paulo 2017

Publicado em 03 de Outubro de 2017 às 04:27 AM

Paredes diferenciadas se destacaram na CASACOR São Paulo

Com cores e texturas especiais, pintura foi protagonista na decoração de ambientes da mostra, que terminou na última semana

Por Abril Branded Content access_time 3 ago 2017, 16h31 - Publicado em 3 ago 2017, 16h27
...

Leia Mais[+]

Mercado imobiliário serve aos interesses do capital financeiro

Publicado em 01 de Setembro de 2017 às 04:19 AM

Mercado imobiliário serve aos interesses do capital financeiro

 

Segundo Raquel Rolnik, os imóveis têm sido um veículo muito importante de investimento financeiro para grandes fortunas

Por Redação - Editorias: Atualidades, Rádio USP, Colunistas, Raquel Rolnik<...

Leia Mais[+]

Mais de 40% dos internautas brasileiros já procuraram por apartamentos online

Publicado em 20 de Maio de 2017 às 01:35 AM

No início deste mês, a vida da jornalista paulistana Nathália Rodrigues mudou de rumo, ao aceitar um convite para trabalhar no Rio de Janeiro. Com menos de uma semana para a mudança, ela se viu num dilema: onde morar e como conseguir um imóvel em tão pouco tempo? Foi navegando pela internet que, em dois dias, a jovem encontrou o novo endereço, no ...

Leia Mais[+]

Mercado imobiliário: compras à vista crescem no primeiro trimestre

Publicado em 20 de Maio de 2017 às 01:17 AM

RIO - Depois de anos de economia, o advogado Sérgio de Almeida Silva, de 54 anos, decidiu, pela primeira vez, comprar um imóvel como investimento. Buscou, pesquisou, negociou e adquiriu em dezembro um apartamento no Centro. À vista.

— Negociamos por três meses e conseguimos baixar muito o preço, sem explicitarmos que pagaríamos à vis...

Leia Mais[+]

Balança comercial já tem superávit de US$ 18,684 bilhões este ano

Publicado em 28 de de 2015 às 05:36 PM

Resultado parcial de dezembro aponta saldo positivo de US$ 5,243 bilhões

BRASÍLIA - A menos de uma semana do fechamento do ano, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 18,684 bilhões até a semana passada, valor que corresponde a uma virada de mais de US$ 23 bilhões, levando em conta que, no mesmo período de 2014, havia um déficit de US$ 4,414 bilhões. Nas quatro primeiras semanas de dezembro, o comércio exterior apresentava um saldo positivo de US$ 5,243 bilhões, resultado de US$ 14,514 bilhões em exportações e US$ 9,272 bilhões em importações.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Impulsionada, principalmente, pelo dólar valorizado ante o real e o embarque de uma plataforma de petróleo ao exterior, a média diária exportada em dezembro, de US$ 806,4 milhões, subiu 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Cresceram os embarques de manufaturados (16,5%), com destaque para uma plataforma de exploração de petróleo, tubo flexíveis de aço, automóveis, aviões e etanol.

Por outro lado, houve queda nas vendas de produtos básicos (9,9%) e de semimanufaturados (2,4%), como reflexo das baixas cotações das commodities.As maiores reduções ocorreram com minério de ferro, petróleo em bruto, café em grão, farelo de soja, carnes bovina e de frango ferro fundido e alumínio em bruto.

Porém, a queda da média diária importada, de US$ 515,1 milhões, foi ainda maior, de 34,1%. Caíram, principalmente, as compras externas de combustíveis e lubrificantes, eletroeletrônicos, automóveis, autopeças, siderúrgico e equipamentos mecânicos. Nesse caso, pesaram o câmbio, que tornou mais caros os gastos no exterior, e o desaquecimento da demanda interna.

Leia Mais[+]

Governo sobe para 27,9% proposta de aumento para elite do funcionalismo

Publicado em 28 de de 2015 às 05:31 PM

O índice será parcelado em quatro anos, de 2016 a 2019


Rio - O governo federal aumentou de 21,3% para 27,9% a proposta de reajuste salarial para os servidores integrantes das carreiras típicas de Estado, a chamada elite do funcionalismo. O índice será parcelado em quatro anos, de 2016 a 2019. O reajuste é superior ao que foi concedido aos demais funcionários do Poder Executivo. Compõem o grupo de elite pessoal das áreas de fiscalização, tributação, arrecadação, gestão, além da Diplomacia, Advocacia Pública, Defensoria Pública, entre outras.

Se aprovada, a primeira parcela do aumento será paga em agosto de 2016 e na mesma proporção dos demais servidores, 5,5% em agosto. As maiores correções viriam nos anos de 2017 a 2019. Isso ocorre porque o montante para o próximo ano está fechado na Lei Orçamentária Anual. A previsão é que a presidente Dilma Rousseff sancione o orçamento ainda nesta semana. Pelas negociações ocorridas na última semana, a tendência é que as carreiras aceitem a proposta.

O governo também garantiu aos analistas-tributários a paridade entre ativos e inativos. Os servidores que compõem este grupo recebem por subsídio.  Também estão previstos os seguintes reajustes para os benefícios: o auxílio-alimentação passa de R$ 373 para R$ 458; na assistência à saúde o atual valor per capita médio passa de R$117,78 para R$ 145; e na assistência pré-escolar, o valor médio passa de R$73,07 para R$ 321.

Já a classe média do funcionalismo federal ainda tem esta semana para assinar acordo, já que dá tempo de incluir as categorias antes de a presidente sancionar o Orçamento. Os médicos peritos do INSS devem ficar sem aumento. Não há consenso entre os representantes da categoria e o governo. Quem também aguarda uma sinalização positiva são os servidores administrativos da Advocacia-Geral da União (AGU). 

Leia Mais[+]

Consórcios de imóveis sobem 47%

Publicado em 18 de de 2015 às 07:14 PM

Resultado é atribuído ao cenário econômico de aumento da inflação e das taxa de juros

O DIA
Rio - As vendas de novas cotas de consórcios de imóveis cresceram 47% no acumulado de janeiro a setembro em comparação com o mesmo período de 2014. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), houve 179,6 mil ingressos em consórcios para aquisição de imóveis nos primeiros nove meses de 2015, em comparação a 122,2 mil nos mesmos meses do ano passado.

Levando-se em conta outras modalidades (motocicletas, veículos novos, veículos usados, além de imóveis), o crescimento no período foi 4,4%, com a venda de 1,74 milhão de cotas de janeiro a setembro. No período equivalente de 2014, houve 1,67 milhão de novos ingressos.

No total, o número de participantes de consórcios no país chegou a 7,15 milhões em setembro de 2015. No mesmo mês do ano passado, 6,98 milhões pessoas aderiram a alguma modalidade de consórcio. A associação atribui a expansão do setor ao cenário econômico atual, que inclui alta da inflação e taxas de juros, além de mudanças nas regras para financiamento de imóveis. “O consumidor brasileiro tem procurado reavaliar seus gastos mensais estabelecendo mudanças nas condutas pessoais ou familiares dentro do orçamento do mês, visando à manutenção do seu poder de compra”, ressalta a nota da Abac.

Os consórcios de veículos leves tiveram aumento de 14,5% nas vendas no acumulado dos nove primeiros meses de 2015. De janeiro a setembro houve 709,5 mil novos ingressos no sistema, enquanto no mesmo período do ano passado foram 619,5 mil. Ao todo, havia 3,12 milhões de participantes de consórcios para aquisição de veículos de passeio e caminhonetes em setembro deste ano, crescimento de 8,3% em comparação a setembro do ano passado No mesmo mês de 2014, havia 2,88 milhões de participantes.

Leia Mais[+]

Hora de comprar sua casa própria

Publicado em 18 de de 2015 às 07:12 PM

Construtoras investem em ações promocionais que contemplam unidades a partir de R$ 99 mil, carro como entrada e voucher de mudança

CRISTIANE CAMPOS
Rio - Black Friday, Hiper Imóveis e ações promocionais isoladas de construtoras agitam o mercado imobiliário neste fim de ano. Todas as iniciativas têm o mesmo objetivo: melhorar as vendas e diminuir o número expressivo de unidades em estoque. Com este cenário, a estrela é quem está à procura de um imóvel para comprar. Atualmente, o comprador é quem dita as regras.


No Recreio dos Bandeirantes, condomínio pronto de casas tríplex e sala decorada, da Rubi
Foto: Divulgação
Praticamente é ele que define como quer pagar. As ações deste período incluem imóveis comerciais a partir de R$ 99 mil e residenciais com preço inicial de R$ 198 mil, além de carro como entrada, casa mobiliada e voucher de mudança.

Casas tríplex

A Rubi Engenharia aderiu a Black Friday e oferece descontos de R$ 150 mil para o condomínio de casas tríplex, que já está pronto, no Recreio dos Bandeirantes. As unidades podem ser pagas em até 180 meses, com preços a partir de R$ 1.450 mil. A construtora também oferece descontos de R$ 15 mil para as salas comerciais, que custam a partir de R$206 mil. A promoção vale até o fim do mês.

A Even também investe em uma nova campanha promocional, que contemplam os empreendimentos Luar do Pontal, RG e Viverde, todos no Recreio. A construtora oferece dois tipos de proposta para os interessados.

Descontos de até 32% na compra de uma unidade ou bônus de 25% na aquisição de um apartamento com toda a mobília incluída (armários planejados, ar-condicionado nos quartos, box, espelhos, chuveiro, aquecedor, móveis e além de eletrodomésticos). A promoção vai até o fim deste ano.

Evento vai acontecer na Cidade das Artes

A Patrimóvel vai promover nos dias 28 e 29 deste mês mais uma edição do Hiper Imóveis. Desta vez o evento será na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, e vai acontecer em paralelo com a primeira edição do Barra Gastronomia.

Serão ofertados 20 mil imóveis entre comerciais e residenciais, com preços a partir de R$ 99 mil e R$ 198 mil respectivamente. Entre os mimos estão o voucher para mudança e carro como entrada. Os primeiros 75 compradores vão ganhar armários para cozinha e banheiro na compra de imóveis a partir de R$ 500 mil.

“O Hiper Imóveis de Natal é a chance para realizar o sonho da casa própria por um preço justo e com facilidades de financiamento. Quem está procurando imóveis há algum tempo, no Hiper Imóvel vai encontrar. Teremos unidades de todos os tipos, para todos os gostos e de todos os preços”, enfatiza o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos.

Participam do evento 12 construtoras, entre elas Calçada, PDG, MDL e Gafisa. No total no evento, serão ofertados 60 empreendimentos distribuídos pelas zonas Norte, Oeste e Sul da cidade.

Leia Mais[+]

Dólar termina semana em alta e fecha cotado a R$ 3,94

Publicado em 18 de de 2015 às 07:10 PM

Brasília - O dólar terminou a semana em alta e fechou cotado em R$ 3,9468 para venda, tendo um crescimento de 1,48% na sessão desta sexta-feira. O mercado brasileiro ficou instável após o anúncio da saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda.

Na semana, a moeda norte-americana subiu 1,88% e no mês, 1,55%. No ano, o dólar também está em valorização de 48,45%.

Leia Mais[+]

Nelson Barbosa é o novo ministro da Fazenda

Publicado em 18 de de 2015 às 06:56 PM

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, substituirá Joaquim Levy no comando do Ministério da Fazenda, fontes do Palácio do Planalto confirmaram ao GLOBO. Barbosa, que estava no Rio na manhã de hoje, foi convocado pela presidente Dilma Rousseff para retornar a Brasília esta tarde. Quem substituirá Barbosa na pasta do Planejamento é Valdir Simão, atual ministro da CGU. O Planalto divulgou nota confirmando os novos nomes.

Veja também

Último Ministro da Fazenda a cair no primeiro ano foi Ricupero, em 94
O ministro-chefe da Controladoria -Geral da União (CGU), Valdir SimãoValdir Simão, da CGU, vai assumir o Planejamento
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, divulga carta em tom de despedidaTempo saberá mostrar os resultados do que foi feito, diz Levy em carta

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em café da manhã com jornalistas no Ministério da Fazenda, em Brasília
Levy diz que não quer causar constrangimentos ao governo
Levy passou a manhã desta sexta-feira driblando perguntas dos jornalistas sobre sua permanência no cargo. Num café da manhã oferecido à imprensa em Brasília, ele fez um balanço de seu trabalho à frente da Fazenda em 2015, mas fugiu de responder diretamente aos mais de dez questionamentos que lhe foram feitos sobre quando deixaria o posto.

Empresários brasileiros fizeram ressalvas à indicação de Barbosa na sucessão de Levy na pasta da Fazenda. Alguns afirmam que, de acordo com o perfil do ministro, ele poderia afastar o Brasil do ajuste fiscal, o que seria prioritário no momento.

Barbosa assumiu a pasta do Planejamento no dia 1º de janeiro deste ano, no início do segundo mandato da presidente. Embora não seja filiado ao PT, ele trabalhou no comitê de reeleição do presidente Lula e ajudou a formular o programa econômico da primeira campanha presidencial de Dilma.


Levy defende seu legado de reformas, como no ICMS e no PIS/Confins - Agência O Globo / André Coelho
Interlocutores da equipe econômica afirmam que Barbosa e Levy se entendiam em relação a 90% dos assuntos. Levy chegou ao governo com um duro plano de ajuste fiscal para tentar resgatar a credibilidade perdida por causa das pedaladas fiscais do primeiro mandato de Dilma. Barbosa também reconheceu que o ajuste era necessário.

PUBLICIDADE

Defensor de ideias desenvolvimentistas, Barbosa trabalhou no Ministério da Fazenda de 2006 a 2013, quando deixou o governo. No período, comandou as secretarias de Acompanhamento Econômico, de Política Econômica e Executiva. O economista ajudou a elaborar as medidas que o governo adotou para combater a crise internacional, a partir de 2008, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida.

Ter deixado o governo, no entanto, não livrou Barbosa de também responder como uma das 17 autoridades responsáveis pelas pedaladas do primeiro mandato. O ministro foi incluído no processo que está no Tribunal de Contas da União (TCU) porque, em 2012, assinou uma portaria que fixava um prazo de 24 meses para que a União pagasse ao BNDES equalizações de juros concedidas no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

De acordo com o TCU, essa regra foi uma forma de o Tesouro jogar despesas para frente. Barbosa foi o responsável pela portaria porque era secretário-executivo do Ministério da Fazenda na ocasião. Como o Mantega estava fora, Barbosa respondia como ministro interino da pasta. O TCU ainda não se posicionou sobre as condenações.

 

 

Leia Mais[+]

IPTU do Rio terá aumento de 10,71% em 2016, segundo a prefeitura

Publicado em 18 de de 2015 às 06:54 PM

RIO - A prefeitura do Rio divulgou nesta sexta-feira o reajuste no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para 2016. O percentual de 10,71% segue o Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), correspondente à inflação acumulada no ano.


Veja o calendário de pagamento - Criação O Globo
Os carnês do imposto vão chegar às mãos dos contribuintes com datas de vencimento diferenciadas, que variam de acordo com o número final da inscrição imobiliária do imóvel. Os que possuem final de 0 a 5 devem pagar a cota única ou a primeira parcela do imposto no dia 3 de fevereiro. Os demais, com final de inscrição de 6 a 9 têm a data de 4 de fevereiro para realizar os mesmos pagamentos. O contribuinte que escolher pagar o imposto em cota única garante desconto de 7% no valor total do carnê, o mesmo percentual concedido em 2015.

Os boletos serão enviados aos imóveis ao longo de janeiro. A segunda via estará disponível no site http://iptu.rio.rj.gov.br e nos postos de atendimento da Secretaria municipal de Fazenda, a partir do dia 22 do mês que vem.

REAJUSTE

O reajuste do IPTU é definido de acordo com a atualização monetária do IPCA-E, divulgado trimestralmente. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, o índice fechou este ano em 10,71%, o maior nível desde 2002, quando foi de 11,99%. Em dezembro, IPCA-15 teve alta de 1,18%, segundo IBGE.

De acordo com a prefeitura, com a divulgação do IPCA-E, quem tiver devendo o IPTU de 2015, também terá o valor reajustado. A Secretaria de Fazenda informou que um comunicado, com uma guia para pagamento, foi enviado aos devedores para que o imposto seja quitado sem a correção da inflação até o fim deste ano.

 

Leia Mais[+]

Medidas anunciadas pelo governo afetam mercado imobiliário, cursinhos e servidores públicos federais

Publicado em 17 de de 2015 às 08:20 PM

RIO - Que a proposta de recriação da CPMF é a medida mais impactante do pacote de ajuste fiscal anunciado pelo governo ninguém duvida, já que o imposto atinge praticamente toda a população. Mas, por trás da infinidade de números apresentados pelo governo, há mudanças que vão mexer ainda mais com milhares de brasileiros. É o caso de quem planeja comprar e, principalmente, vender imóveis. Com o aumento da alíquota do imposto sobre ganho de capital, o governo levará uma fatia maior do valor recebido pelo proprietário. Até hoje, sempre que alguém vende um terreno, casa ou apartamento por valor maior do que comprou, 15% vão para o governo. A proposta é aumentar progressivamente esse percentual para até 30%, de acordo com o valor do bem. O vendedor vai receber menos, e uma das formas de compensar seria aumentar o preço.

Outro setor que será atingido em cheio é o das escolas preparatórias e dos candidatos a concurso público. A corrida pelos bons salários e pela estabilidade oferecidos pelos governos movimenta um mercado bilionário que reúne cursinhos, editoras especializadas em material didático e milhares de professores e estudantes. Para esse grupo, a decisão do governo de suspender todos os concursos federais — que são os mais disputados — previstos para 2016 é um verdadeiro balde de água fria. No âmbito do Poder Executivo, os concursos mais aguardados eram os do INSS, os para as agências reguladoras, como Anac, ANP e ANS, Receita Federal, Ministério da Fazenda, Ministério do Trabalho, Receita e Polícia Rodoviária Federal.

Para o diretor pedagógico da Academia do Concurso, Paulo Estrella, os cursos preparatórios vão amargar a perda de alunos e, consequentemente, de receita:

— Estamos trabalhando a notícia e vamos acompanhar os acontecimentos, tentando ser o mais realista possível e administrar a crise. Não tem muito o que fazer. O aluno nos procura quando está estimulado a prestar um concurso e enfrentar a bateria de estudo que terá pela frente. Não tem como colocar na cabeça dessa pessoa que ela deve continuar estudando num momento como este.

Se quem está fora do serviço público não terá como entrar, quem está dentro passa a ter mais motivos para sair. Junto com o chamado abono de permanência acaba também o principal motivo que milhares de servidores federais em condição de se aposentar tinham para continuar trabalhando. O abono isenta esses funcionários de recolher 11% do salário para a Previdência. Atualmente há 100 mil pessoas nessa situação. Se a cobrança for retomada, eles não só deixam de ter qualquer vantagem em continuar no batente como ganharão mais ficando em casa do que trabalhando. Isso porque, no serviço público, a aposentaria tem o mesmo valor do salário e, embora continuem pagando à Previdência depois de aposentados, o desconto para os inativos é um pouco menor.

PARA QUEM BUSCA ESTABILIDADE DE EMPREGO, SONHO ADIADO


João Gabriel Costa: “O momento não é de desistir” - Domingos Peixoto / Domingos Peixoto
João Gabriel Costa acorda todos os dias às 5h30 e pega o trem de Campo Grande até o Centro, onde passa a manhã e a tarde fazendo cursinho preparatório para a carreira pública. À noite, trabalha na livraria do curso. A notícia de que o governo federal pretende suspender os concursos públicos no ano que vem, no entanto, não o desanimou:

— O momento não é de desistir, mas de continuar estudando e se dedicando, senão se perde todo um investimento que se fez.

Mas a medida do governo federal vai mexer com um mercado que movimenta, anualmente, cerca de R$ 50 bilhões, segundo levantamento da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac). São 500 cursos preparatórios no país. Segundo a diretora executiva da Anpac, Maria Thereza Sombra, com a medida, deixariam de ser preenchidas 29.816 vagas.

— O governo está expandindo alguns órgãos, o que é visto como prioridade. Se deixar de contratar, o que só pode fazer por concurso, vai abandonar tais prioridades, provocando maior descontentamento da população — diz o diretor pedagógico da Academia do Concurso, Paulo Estrella, que admite, porém, que os cursinhos devem perder alguns alunos e, consequentemente, receita.

Rodrigo Menezes, diretor do site Concurso Virtual, observa que a medida só atingiria a administração pública direta, ou seja, ficam de fora estatais (Correios, Caixa Econômica, BNDES etc.) e sociedades de economia mista (Banco do Brasil, Petrobras), que têm orçamento próprio para tal fim. Também seriam mantidos os concursos de estados, Distrito Federal e municípios.

— Como já há aprovação orçamentária, a tendência é que os concursos autorizados sejam mantidos — diz Menezes.

O presidente da Anpac, Marco Antonio Araujo Junior, lembrou que medidas semelhantes foram adotas em 2008 e 2011, com poucos efeitos práticos. Pouco depois, os editais voltaram a ser publicados, e as contratações, normalizadas.

Já Ruy Chaves, diretor da Universidade Estácio e que administra a Academia do Concurso, ressalta que este ano, apesar de não ter havido nenhum concurso, o cursinho registrou procura 20% maior que em 2014. Segundo ele, isso ocorre porque, com a crise, mais pessoas buscam um emprego estável e bem remunerado.

NO RIO, ALÍQUOTA SOBRE IMÓVEIS ATINGIRÁ CLASSE MÉDIA

PUBLICIDADE

A proposta de tributação progressiva sobre venda de imóveis atinge em cheio a classe média carioca. A medida, que ainda tem de ser aprovada pelo Congresso Nacional, prevê aumento gradual da alíquota de IR para pessoa física sobre ganho de capital em operações de compra e venda de imóveis acima de R$ 1 milhão. Como os preços explodiram no Rio nos últimos anos, é cada vez mais difícil encontrar apartamentos de dois ou três quartos abaixo daquele patamar, especialmente na Zona Sul.

Hoje, quem vende um apartamento paga 15% de IR sobre o ganho obtido, ou seja, sobre a diferença entre o preço pelo qual o imóvel foi vendido e o preço pelo qual ele fora comprado. A alíquota é a mesma independentemente do valor da operação. Pela nova regra, as alíquotas vão variar de 15% a 30%, esta última para imóveis acima de R$ 20 milhões.

- Se a proposta era aumentar a tributação sobre os mais ricos, no Rio, ela pega a classe média. Não são em endereços nobres, como na Vieira Souto (em Ipanema), que você encontra um apartamento de R$ 1 milhão ou R$ 2 milhões - diz Bianca Xavier, sócia da área tributária do Siqueira Castro Advogados.

O dono de um apartamento comprado em 1º de janeiro de 2010 por R$ 500 mil, por exemplo, e vendido nesta terça-feira por R$ 1,5 milhão, pagaria R$ 117.867 à Receita Federal. Caso a nova regra seja aprovada, o IR devido subirá 33%, para R$ 157.156, no cálculo de Bianca.

Num primeiro momento, ela avalia que a medida vai fomentar o mercado imobiliário, já que as pessoas tendem a correr para fechar negócios e pagar menos tributos. Segundo a advogada, se a mudança for aprovada este ano, passa a valer em 1º de janeiro de 2016.

Na opinião de João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da Ademi-Rio, que reúne empresas do setor imobiliário, a alteração será mais um ingrediente na desaceleração do mercado, somando-se à retração econômica e crédito mais caro:

- Se o IR também ficar mais caro, será mais um fator de preocupação.

Para Matos, a progressão de alíquotas deveria variar conforme o ganho do capital e não o valor de venda do imóvel. Ele critica, ainda, o fato de os valores da tabela não levarem em conta a inflação no período de posse do apartamento.

Isenções de IR previstas em lei, para a venda do único imóvel de até R$ 440 mil ou para nova compra em até 180 dias após a venda, serão mantidas.

SEM ABONO, MAIS DE 100 MIL DEVEM PEDIR APOSENTADORIA

Ao extinguir o abono de permanência para cortar gastos públicos, o governo elimina uma medida criada exatamente com esse objetivo: retardar a aposentadoria dos servidores e conter o crescimento da folha de salários da União. A medida, conhecida entre os servidores como “pé na cova”, isenta da contribuição previdenciária — que na União é de 11% e incide sobre o salário total — os funcionários que já têm tempo de serviço e idade para se aposentar, mas decidem seguir trabalhando. Na prática, é como se eles tivessem um aumento de salário, já que, diferentemente do que acontece no INSS, os servidores continuam descontando para a Previdência mesmo depois de aposentados.

— A criação do “pé na cova” foi uma medida eficaz, porque fez com que muita gente continuasse trabalhando. Não parece inteligente acabar com ela, porque a tendência será essas pessoas se aposentarem e, para substituí-las, o governo vai gastar muito mais do que os 11% do salário de que estava abrindo mão. Mas, como também anunciaram que não vão contratar mais ninguém, deve haver economia, porém às custas da crise de falta de pessoal no serviço público — avalia Kaizô Beltrão, especialista em Demografia e Previdência da Fundação Getulio Vargas.

Desde que foi criado, em 2004, o abono atraiu número crescente de servidores. Segundo o Ministério do Planejamento, há 101 mil servidores do Executivo que se beneficiam do abono e, nos próximos cinco anos, outros 123 mil vão adquirir as condições para recebê-lo. As despesas, ou seja, o montante que o governo deixou de arrecadar, também cresceram. Em 1995, foram R$ 230 milhões. Ano passado, R$ 1,17 bilhão. É praticamente o mesmo valor que o governo prevê economizar com o fim do abono, R$ 1,2 bilhão.

O problema é que, com o contingente de cerca de 224 mil servidores a mais que tendem a se aposentar — 100 mil podem fazer isso já —, a arrecadação do governo pode ser bem menor.

— Mesmo que não substitua quem se aposentar, a economia do governo será menor, pois o servidor inativo contribui para a Previdência, mas não sobre o salário integral — lembra Beltrão.

PUBLICIDADE

Servidores aposentados contribuem sobre a fatia do salário que ultrapassa o teto do INSS, hoje em R$ 4.663,75. Assim, um funcionário que ganha R$ 10 mil desconta R$ 1.100 quando estiver trabalhando e R$ 586 depois de aposentado.

 

 

Leia Mais[+]